
Ae, descobrindo as (f) utilidades de um blog! Vou falar de cinema hoje. Fui assistir ontem "Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street"
um filme de Jonny Depp dirigido por Tim Burton, dois nomes que, independente do que se ponham a fazer, são (seriam) garantia de público.
Bom, vualá:
Quem conhece "Edward Mãos de Tesoura", "A lenda do Cavaleiro Sem Cabeça" ou "A fantástica fábrica de chocolate" pode esperar a mesma linha em "Sweeney Todd". Esse trabalho de parceria entre Johnny Depp e Tim Burton (a sexta dos dois) recebeu três indicações ao Oscar: melhor ator para Depp, melhor figurino e melhor direção de arte.
A adaptação para o cinema do musical de Stephen Sondheim (na onda hollywoodiana de adaptar musicais para o cinema) "Sweeney Todd" não é gracioso, muito menos esbanja luxo, coreografias e músicas fáceis. O longa é um filme que fala de morte, de assassinato, de desgraça e tragédias da vida humana, muito bem relacionadas com qualquer tema da atualidade, o que me fez rir muito no cinema. Mas aí vai muito do gosto e da tolerância do público. Um filme limitado e de trama funcional, ao ouvir o jovem ator Jamie Campbell Bower cantar "I seeeee you, Johaaaaaanna" pela quinta vez pode fazer de Sweeney Todd uma experiência enfadonha para quem já se indispõe de antemão com o cancioneiro (como um certo amigo meu que reclamou horrores no cinema). Não entram numa crítica esses tipos de gostos e julgamentos. O que a crítica pesa é se o filme cumpriu ou não aquilo que propunha, e Burton executou o plano notavelmente, no filme o cineasta mantém uma Londres negra abaixo das aspirações de seus personagens. Sweeney vive em constante escuridão, esclarecida só pela cor pálida de seu rosto. Mrs. Lovett (a Belatriz Lestrange geentem!) e seus cabelos ruivos se sobressaem junto as olheiras pesadas. Burton capta o filme em tonalidades monocromáticas que só ganham cor, seja sépia ou o colorido em si, quando há justificativa. Nos flashbacks da história, a felicidade de Sweeney tem vivacidade em cena, e o mesmo acontece com as cenas projetadas por Mrs. Lovett para o futuro. O presente, senhor de todas as desgraças do protagonista, é preto e branco. As pessoas continuam sendo terríveis, vivendo falsamente com seus pecados; entretanto, Burton falha ao conduzir o humor natural de Mrs. Lovett. Ainda no elenco, Alan Rickman(o Snape geentem!) e Timothy Spall (o Pedro Pettigrew gentem!) repetem papéis anteriores em suas carreiras, e Sacha Baron Cohen (é, o Borat) mostra ser multiuso no cinema, apesar de encarar um personagem caricato. Quem desagrada completamente é o casal Jayne Wisener e Jamie Campbell Bower. Ela por não ter talento como atriz, sem o mínimo de naturalidade em cena (mas tem um cabelo e nariz perfeitos), e Bower por ter sua capacidade prejudicada por Wisener, já que o ator tem um bom timbre e linguagem cênica.
um filme de Jonny Depp dirigido por Tim Burton, dois nomes que, independente do que se ponham a fazer, são (seriam) garantia de público.
Bom, vualá:
Quem conhece "Edward Mãos de Tesoura", "A lenda do Cavaleiro Sem Cabeça" ou "A fantástica fábrica de chocolate" pode esperar a mesma linha em "Sweeney Todd". Esse trabalho de parceria entre Johnny Depp e Tim Burton (a sexta dos dois) recebeu três indicações ao Oscar: melhor ator para Depp, melhor figurino e melhor direção de arte.
A adaptação para o cinema do musical de Stephen Sondheim (na onda hollywoodiana de adaptar musicais para o cinema) "Sweeney Todd" não é gracioso, muito menos esbanja luxo, coreografias e músicas fáceis. O longa é um filme que fala de morte, de assassinato, de desgraça e tragédias da vida humana, muito bem relacionadas com qualquer tema da atualidade, o que me fez rir muito no cinema. Mas aí vai muito do gosto e da tolerância do público. Um filme limitado e de trama funcional, ao ouvir o jovem ator Jamie Campbell Bower cantar "I seeeee you, Johaaaaaanna" pela quinta vez pode fazer de Sweeney Todd uma experiência enfadonha para quem já se indispõe de antemão com o cancioneiro (como um certo amigo meu que reclamou horrores no cinema). Não entram numa crítica esses tipos de gostos e julgamentos. O que a crítica pesa é se o filme cumpriu ou não aquilo que propunha, e Burton executou o plano notavelmente, no filme o cineasta mantém uma Londres negra abaixo das aspirações de seus personagens. Sweeney vive em constante escuridão, esclarecida só pela cor pálida de seu rosto. Mrs. Lovett (a Belatriz Lestrange geentem!) e seus cabelos ruivos se sobressaem junto as olheiras pesadas. Burton capta o filme em tonalidades monocromáticas que só ganham cor, seja sépia ou o colorido em si, quando há justificativa. Nos flashbacks da história, a felicidade de Sweeney tem vivacidade em cena, e o mesmo acontece com as cenas projetadas por Mrs. Lovett para o futuro. O presente, senhor de todas as desgraças do protagonista, é preto e branco. As pessoas continuam sendo terríveis, vivendo falsamente com seus pecados; entretanto, Burton falha ao conduzir o humor natural de Mrs. Lovett. Ainda no elenco, Alan Rickman(o Snape geentem!) e Timothy Spall (o Pedro Pettigrew gentem!) repetem papéis anteriores em suas carreiras, e Sacha Baron Cohen (é, o Borat) mostra ser multiuso no cinema, apesar de encarar um personagem caricato. Quem desagrada completamente é o casal Jayne Wisener e Jamie Campbell Bower. Ela por não ter talento como atriz, sem o mínimo de naturalidade em cena (mas tem um cabelo e nariz perfeitos), e Bower por ter sua capacidade prejudicada por Wisener, já que o ator tem um bom timbre e linguagem cênica.
Na real, o Lost hoje estava BEM melhor.
Confiram: http://www.sweeneytoddmovie.com/


