terça-feira, 26 de agosto de 2008

Aos egoístas exacerbados

Ah, como me irrita os questionadores da verdade, colocando-se sempre como centro das atenções. Arre, estou farta desses seres que fazem de moscas elefantes! O acometido de paixão perde sua individualidade e a noção da realidade, seu poder de raciocínio e sua identidade, passando a viver em função do fascínio que o outro exerce sobre ele, paracendo levar tudo de roldão, perdendo o senso de ridículo fazendo coisas que certamente (onde reside a dúvida) não faria se não estivesse apaixonado. A paixão é algo muito mais passageiro que o amor, pois, sendo uma patologia deste, com o passar do tempo e sendo rompido o véu da idealização do outro, cai-se na realidade e o que sobre as vezes é bom, as vezes ruim, mas se torna indiferente, será que ninguém vê isso?! A Paixão se resume em um sentimento de desejar, querer, a todo custo o calor do corpo de outro ser. Se cria uma necessidade de ver e tocar a pessoa por qual se apaixonou. É um vício que debilita a mente de forma a focar somente para a pessoa cujo seu pensamento está. E qualquer outro pensamento é momentâneo e irrelevante para o apaixonado. Sinto pena dos que sofrem desse mal, mais pena tenho dos que maximizam e se colocam como centro das atenções, alguns, os que realmente irritam e são dignos de pena, se fazem de coitatos. Todas as pessoas estão sujeitas a tristeza, tão intrínseca ao ser humano, ainda que alguns achem que são privilegiados por senti-la. A ausência de satisfação pessoal, quando o indivíduo se depara com sua fragilidade, sua incompetência, sua insignificância (Uou!) leva à tristeza. Enquanto a depressão é a raiva e a vingança digerida na pessoa. Na prática, é uma tentativa de devolver para os outros o que existe de pior em si. A raiva existente na depressão é resultado da total falta de vitalidade e motivação. Existe também uma infantilização, onde o indivíduo induz o ambiente a ampará-lo e dedicar atenção exclusiva a ele. A depressão inibe a coragem de enfrentar os desafios; regride a busca do prazer e contamina o ambiente a sua volta.É notório que o indivíduo que sofre (ainda que este faça de uma mosca, elefante) desperta comoção no ambiente, neste caso a atenção dispensada por outros faz com que o indivíduo sinta-se acolhido. Cultivar a tristeza é apenas fazer a manutenção desse estado de atenção e acolhimento despertada, é manter-se afastado e protegido da competitividade e ambição que norteiam a sociedade contemporânea. Mas na maioria das vezes, a solidariedade e o altruísmo são hipócritas, porque a necessidade da auto-superação e status social faz com que o sentimento de comoção seja verdadeiro, mas o apoio sincero é substituído pelo prazer na derrota alheia. Assim, esta afirmação é concretizada pelo fato de que o assistencialismo não supre as carências afetivas; é apenas um retórico inconsciente que absolve a obrigação da solidariedade. Geralmente os indivíduos que sofrem de tristeza tem como característica básica de personalidade, impor a sua solidão pessoal para todas as pessoas que encontrarem no decorrer de suas vidas; como uma vingança contra seu sentimento que o martiriza. Assim, tornam-se retraídas, ciumentas e possessivas. Na questão sentimental, impõem ao parceiro uma eterna espera pela doação de seu lado afetivo.Em minhas experiências (ainda que sejam poucas) é uma ambigüidade, um duo de sentimentos; o amor e o ódio têm peso igual. Você pode amar e odiar com a mesma intensidade, e esses sentimentos podem se alterar.Dos que sofrem desse mal só o tempo cura, rs. Quanto aos egocêntricos, aaaarre! Vão para o inferno!

e tenho dito.

segunda-feira, 14 de abril de 2008


A palavra do dia é SAUDADE, quem não sente saudade hein? Recordei-me esses dias de ter lido sobre a dificuldade que os tradutores têm em traduzir essa palavra, que para nós é tão simples. Então procurei e achei um artigo da BBC em Londres, sobre uma lista compilada por uma empresa britânica com as opiniões de mil tradutores profissionais que colocaram a palavra "saudade", em português, como a sétima mais difícil do mundo para se traduzir. "A relação da empresa Today Translations é encabeçada por uma palavra do idioma africano Tshiluba, falando no sudoeste da República Democrática do Congo: "ilunga"."Ilunga" significa "uma pessoa que está disposta a perdoar quaisquer maus-tratos pela primeira vez, a tolerar o mesmo pela segunda vez, mas nunca pela terceira vez".Em segundo lugar ficou a palavra "shlimazi", em ídiche (língua germânica falada por judeus, especialmente na Europa central e oriental), que significa "uma pessoa cronicamente azarada"; e em terceiro, "radioukacz", em polonês, que significa "uma pessoa que trabalhou como telegrafista para os movimentos de resistência ao domínio soviético nos países da antiga Cortina de Ferro".Contexto cultural Segundo a diretora da Today Translations, Jurga Ziliskiene, embora as definições acima sejam aparentemente precisas, o problema para o tradutor é refletir, com outras palavras, as referências à cultura local que os vocábulos originais carregam."Provavelmente você pode olhar no dicionário e [...] encontrar o significado", disse. "Mas, mais importante que isso, são as experiências culturais [...] e a ênfase cultural das palavras.

Veja a lista completa das dez palavras consideradas de mais difícil tradução:
1. "Ilunga" (tshiluba) - uma pessoa que está disposta a perdoar quaisquer maus-tratos pela primeira vez, a tolerar o mesmo pela segunda vez, mas nunca pela terceira vez.
2. "Shlimazl" (ídiche) - uma pessoa cronicamente azarada.
3. "Radioukacz" (polonês) - pessoa que trabalhou como telegrafista para os movimentos de resistência o domínio soviético nos países da antiga Cortina de Ferro.
4. "Naa" (japonês) - palavra usada apenas em uma região do país para enfatizar declarações ou concordar com alguém.
5. "Altahmam" (árabe) - um tipo de tristeza profunda.
6. "Gezellig" (holandês) - aconchegante.
7. Saudade (português)
8. "Selathirupavar" (tâmil, língua falada no sul da Índia) - palavra usada para definir um certo tipo de ausência não-autorizada frente a deveres.
9. "Pochemuchka" (russo) - uma pessoa que faz perguntas demais.
10. "Klloshar" (albanês) - perdedor."

terça-feira, 4 de março de 2008

  • Doravante as lembranças existem, fugazes ou tenazes, fúteis ou opressivas, mas nada as reúne.
    São como essa grafia não ligada, feita de letras isoladas incapazes de se soldarem entre si para formar uma palavra, que foi a minha até a idade de dezessete ou dezoito anos, ou como elementos dissociados, desconjuntados, cujos elementos esparsos não conseguem jamais ligar-se uns aos outros e com os quais, na época, entre digamos, meus onze ou quinze anos, cobri cadernos inteiros: personagens que nada prendia ao solo que supostamente os sustentava, navios cujas velas não se ligavam aos mastros, nem os mastros ao casco, máquinas de guerra, engenhos de morte, aeroplanos e veículos com mecanismos improváveis, com seus tubos de ferro desconectados, seus cabos interrompidos, suas rodas girando no vazio; as asas dos aviões se soltavam da fuselagem, as pernas separados dos torsos, as mãos incapazes de pegar fosse o que fosse.
    O que caracteriza essa época é antes de tudo sua ausência de referenciais: as lembranças são bocados de vida arrancados ao vazio. nada as ancora, nada as fixa. Quase nada as confirma. Nenhuma cronologia a não ser a que arbitrariamente reconstituí com o passar do tempo. Tempo passava. Havia estações. Não havia começo nem fim. Não havia mais passado, e durante muito tempo também não houve mais futuro; simplesmente aquilo durava. Estava ali. A coisa se passava num lugar que era longe, mas ninguém poderia ter dito exactamente longe de que lugar, (rs).

    Ah, como pensei em postar algo extremamente interessante! Hahaha até como foi meu sábado eu escrevi. Contando detalhes, sobre o lugar em que estive, as pessoas, as músicas, meu mal-estar, minha pressão baixa, o assalto; mas enfim vi que nada disso teria o menor sentido e que aliás, do que seria útil escrevê-los aqui? Hahaha, ai ai... Mas eu fiquei com uma frase de Raymond Queneau matutando minha cabeça: "essa bruma insensata que se agitam sombras, ─ então é esse meu futuro?"


    Baisers!

  • Via Láctea

    Quando tudo está perdido sempre existe uma caminho. Quando tudo está perdido sempre existe um luz. Mais não me diga isso. Hoje a tristeza não é passageira. Hoje fiquei com febre a tarde inteira. E quando chegar a noite. Cada estrela parecerá uma lágrima. Queria ser como os outros e rir das desgraças da vida ou fingir estar sempre bem, ver a leveza das coisas com humor. Mais não me diga isso! É só hoje e isso passa... Só me deixe aqui quieto Isso passa. Amanhã é outro dia não é? Eu nem sei por quê me sinto assim vem de repente um anjo triste perto de mim. E essa febre que não passa. E meu sorriso sem graça. Não me dê atenção. Mais obrigado por pensar em mim. Quando tudo está perdido sempre existe uma luz. Quando tudo está perdido sempre existe um caminho. Quando tudo está perdido eu me sinto tão sozinho. Quando tudo está perdido não quero mais ser quem sou. Mais não me diga isso! Não me dê atenção! E obrigado por pensar em mim...

R.R./L.U.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Alfinetadas ou caneladas da Cris?


Ae, descobrindo as (f) utilidades de um blog! Vou falar de cinema hoje. Fui assistir ontem "Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street"
um filme de Jonny Depp dirigido por Tim Burton, dois nomes que, independente do que se ponham a fazer, são (seriam) garantia de público.
Bom, vualá:

Quem conhece "Edward Mãos de Tesoura", "A lenda do Cavaleiro Sem Cabeça" ou "A fantástica fábrica de chocolate" pode esperar a mesma linha em "Sweeney Todd". Esse trabalho de parceria entre Johnny Depp e Tim Burton (a sexta dos dois) recebeu três indicações ao Oscar: melhor ator para Depp, melhor figurino e melhor direção de arte.
A adaptação para o cinema do musical de Stephen Sondheim (na onda hollywoodiana de adaptar musicais para o cinema) "Sweeney Todd" não é gracioso, muito menos esbanja luxo, coreografias e músicas fáceis. O longa é um filme que fala de morte, de assassinato, de desgraça e tragédias da vida humana, muito bem relacionadas com qualquer tema da atualidade, o que me fez rir muito no cinema. Mas aí vai muito do gosto e da tolerância do público. Um filme limitado e de trama funcional, ao ouvir o jovem ator Jamie Campbell Bower cantar "I seeeee you, Johaaaaaanna" pela quinta vez pode fazer de Sweeney Todd uma experiência enfadonha para quem já se indispõe de antemão com o cancioneiro (como um certo amigo meu que reclamou horrores no cinema). Não entram numa crítica esses tipos de gostos e julgamentos. O que a crítica pesa é se o filme cumpriu ou não aquilo que propunha, e Burton executou o plano notavelmente, no filme o cineasta mantém uma Londres negra abaixo das aspirações de seus personagens. Sweeney vive em constante escuridão, esclarecida só pela cor pálida de seu rosto. Mrs. Lovett (a Belatriz Lestrange geentem!) e seus cabelos ruivos se sobressaem junto as olheiras pesadas. Burton capta o filme em tonalidades monocromáticas que só ganham cor, seja sépia ou o colorido em si, quando há justificativa. Nos flashbacks da história, a felicidade de Sweeney tem vivacidade em cena, e o mesmo acontece com as cenas projetadas por Mrs. Lovett para o futuro. O presente, senhor de todas as desgraças do protagonista, é preto e branco. As pessoas continuam sendo terríveis, vivendo falsamente com seus pecados; entretanto, Burton falha ao conduzir o humor natural de Mrs. Lovett. Ainda no elenco, Alan Rickman(o Snape geentem!) e Timothy Spall (o Pedro Pettigrew gentem!) repetem papéis anteriores em suas carreiras, e Sacha Baron Cohen (é, o Borat) mostra ser multiuso no cinema, apesar de encarar um personagem caricato. Quem desagrada completamente é o casal Jayne Wisener e Jamie Campbell Bower. Ela por não ter talento como atriz, sem o mínimo de naturalidade em cena (mas tem um cabelo e nariz perfeitos), e Bower por ter sua capacidade prejudicada por Wisener, já que o ator tem um bom timbre e linguagem cênica.


Na real, o Lost hoje estava BEM melhor.



terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Dos seres confusos


Ahn, uma tristeza não ser compreendido... Afinal quando se escreve algo o mínimo exigível é que alguém entenda ao menos o título; devo ser infinitamente confusa e/ou complexa aos olhos alheios. O que realmente esperam que eu escreva aqui? Que eu diga meus segredos e pontos fracos? Que publique coisas íntimas? Hahaha, acho a maior graça! Não tenho um blog para esse tipo de coisa... Mas me vem à mente aquele poeminha daquele escritor: "As coisas que amamos, as pessoas que amamos, são eternas até certo ponto. Duram o infinito variável no limite de nosso poder de respirar a eternidade. Pensá-las é pensar que não acabam nunca, dar-lhes moldura de granito. De outra maneira se tornam absoluta numa outra (maior) realidade. Começam a esmaecer quando nos cansamos, e todos nos cansamos, por um outro itinerário, de aspirar a resina do eterno. Já não pretendemos que sejam imperecíveis. Restituímos cada ser e coisa à condição precária e baixamos o amor ao estado de utilidade. Do sonho eterno fica esse gozo acre na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar"

Devo sempre escrever algo para que alguém se sinta atingido de alguma forma? Quintana dizia algo parecido... rs Mas o pior que não ser entendido é ser mal compreendido... Oh vida!
Mas mudando o rumo da prosa, tenho escutado uma música do Cazuza, (pra variar...) que tem "tirado as palavras da minha boca" hahaha, é sempre bom quando escutamos algo que pensamos, não?
Vou colocar uma música (ou o hit do momento) dele que dedico a alguém que morreu, rs.


O mundo é um moinho
Cazuza
Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção querido
Embora saiba que estás resolvido
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.
Preste atenção querido
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés... ♪

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

textos da noite de ontem


Esta noite procuro alguém que me convença suficientemente, a não querer recomeçar... Isso não se deve, como alego por muito tempo, a uma afirmativa sem fim entre a sinceridade de uma fala a encontrar e o artifício de uma escrita preocupada exclusivamente em erguer suas muralhas: é algo ligado à própria coisa escrita, tanto ao projeto da escrita como ao projeto da lembrança.
Não sei se não tenho nada a dizer, sei que não digo nada; não sei se o que teria a dizer não é dito por ser indizível (o indizível não está escondido na escrita, é aquilo que muito antes a desencadeou); sei que o que digo é branco, é neutro, é signo de uma vez por todas de um aniquilamento de uma vez por todas.
É isso o que eu digo, é isso o que escrevo e é somente isso o que se encontra nas palavras que traço e nas linhas que essas palavras desenham e nos brancos que o intervalo dessas linhas deixa aparecer: por mais que eu persiga meus lapsos ou passe duas horas matutando sobre qualquer coisa a escrever, ou busque em minhas frases, para evidentemente logo encontrá-las, as ressonâncias miúdas do Édipo ou da castração, sempre irei encontrar, em minha própria repetição, apenas o último reflexo de uma fala ausente na escrita, o escândalo do silêncio deles e do meu silêncio: não escrevo pra dizer que não direi nada, não escrevo para dizer que não tenho nada a dizer. Escrevo: escrevo porque vivo, porque sou uma no meio de multidões, sombra no meio das sombras, corpo junto de corpos; escrevo porque deixaram em mim uma marca indelével e o vestígio disso é a escrita: a lembrança de algo está morto na escrita; a escrita é a lembrança da morte e a afirmação de minha vida.

Na verdade, acho que preciso de um copo de cerveja de um boteco bem esfalfado...
Um brinde e boa noite.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Ê insônia...

"Alguns leitores deste blog entraram em contato com o Google porque acreditam que o conteúdo do blog é questionável. Em geral, o Google não revisa nem endossa o conteúdo deste ou de qualquer outro blog. Para saber mais sobre nossas políticas de conteúdo...blá blá blá"

Nossa, mal comecei o blog e já estou sendo alertada de que há leitores chatos que não têm o que fazer além de criticar postagens alheias... Bah quanta chatice!

Mas mudando totalmente o rumo da prosa, tenho escutado tanto Toquinho e Djavan que estou meio sensível (o que é muito difícil, acreditem!). Gostaria de colocar aqui uma das músicas mais belas da MPB na minha humilde opinião, chama-se "Se Acontecer" do tão aclamado músico alagoano Djavan, personalidade ímpar no cenário da música brasileira e do planeta. Vale a pena degustar de uma de suas canções que traz o sabor do amor e da natureza alagoana, a alma afro-brasileira e o timbre de poeta dos sons múltiplos de uma vida daqui e de qualquer lugar (exagerei?). Tá certo que essa música não é nenhuma novidade para os amantes de boa música, mas acho que ela se encaixa perfeitamente no momento em que vivo (todo mundo que anda escutando uma música meio fossa diz isso, né?).
Então vou me despedindo por aqui, minha insônia está indo embora e minha cama me chama... Até a próxima pessoar!
Bom aí vai a letra:


Se Acontecer
Composição: Djavan
As estrelas brilham sem saber
Mas cada vez melhor
Pois foi só você aparecer
Todas desceram pra ver você brilhar de cor
O que mais chamou minha atenção
Sua expressão sutil
Isso eu já não posso esquecer
Porque não foi só visão, o coração sentiu
A tenda da noite
Enche de sombra um sonhar vazio
Percorri tantas fontes
Até ver você
Sair do nada pros meus horizontes
Que amanhã, pura e sã, com as mãos de jasmim
Vá roçar seu rosto
Pro amor ardente despertar por mim
Deus é pai, vai saber
Se acontecer
Serei seu até o fim
Em tempo de chuva
Que chova
Eu não largo da sua mão
Nem que caia um raio
Eu saio
Sem você na imaginação... ♪