Ah, como me irrita os questionadores da verdade, colocando-se sempre como centro das atenções. Arre, estou farta desses seres que fazem de moscas elefantes! O acometido de paixão perde sua individualidade e a noção da realidade, seu poder de raciocínio e sua identidade, passando a viver em função do fascínio que o outro exerce sobre ele, paracendo levar tudo de roldão, perdendo o senso de ridículo fazendo coisas que certamente (onde reside a dúvida) não faria se não estivesse apaixonado. A paixão é algo muito mais passageiro que o amor, pois, sendo uma patologia deste, com o passar do tempo e sendo rompido o véu da idealização do outro, cai-se na realidade e o que sobre as vezes é bom, as vezes ruim, mas se torna indiferente, será que ninguém vê isso?! A Paixão se resume em um sentimento de desejar, querer, a todo custo o calor do corpo de outro ser. Se cria uma necessidade de ver e tocar a pessoa por qual se apaixonou. É um vício que debilita a mente de forma a focar somente para a pessoa cujo seu pensamento está. E qualquer outro pensamento é momentâneo e irrelevante para o apaixonado. Sinto pena dos que sofrem desse mal, mais pena tenho dos que maximizam e se colocam como centro das atenções, alguns, os que realmente irritam e são dignos de pena, se fazem de coitatos. Todas as pessoas estão sujeitas a tristeza, tão intrínseca ao ser humano, ainda que alguns achem que são privilegiados por senti-la. A ausência de satisfação pessoal, quando o indivíduo se depara com sua fragilidade, sua incompetência, sua insignificância (Uou!) leva à tristeza. Enquanto a depressão é a raiva e a vingança digerida na pessoa. Na prática, é uma tentativa de devolver para os outros o que existe de pior em si. A raiva existente na depressão é resultado da total falta de vitalidade e motivação. Existe também uma infantilização, onde o indivíduo induz o ambiente a ampará-lo e dedicar atenção exclusiva a ele. A depressão inibe a coragem de enfrentar os desafios; regride a busca do prazer e contamina o ambiente a sua volta.É notório que o indivíduo que sofre (ainda que este faça de uma mosca, elefante) desperta comoção no ambiente, neste caso a atenção dispensada por outros faz com que o indivíduo sinta-se acolhido. Cultivar a tristeza é apenas fazer a manutenção desse estado de atenção e acolhimento despertada, é manter-se afastado e protegido da competitividade e ambição que norteiam a sociedade contemporânea. Mas na maioria das vezes, a solidariedade e o altruísmo são hipócritas, porque a necessidade da auto-superação e status social faz com que o sentimento de comoção seja verdadeiro, mas o apoio sincero é substituído pelo prazer na derrota alheia. Assim, esta afirmação é concretizada pelo fato de que o assistencialismo não supre as carências afetivas; é apenas um retórico inconsciente que absolve a obrigação da solidariedade. Geralmente os indivíduos que sofrem de tristeza tem como característica básica de personalidade, impor a sua solidão pessoal para todas as pessoas que encontrarem no decorrer de suas vidas; como uma vingança contra seu sentimento que o martiriza. Assim, tornam-se retraídas, ciumentas e possessivas. Na questão sentimental, impõem ao parceiro uma eterna espera pela doação de seu lado afetivo.Em minhas experiências (ainda que sejam poucas) é uma ambigüidade, um duo de sentimentos; o amor e o ódio têm peso igual. Você pode amar e odiar com a mesma intensidade, e esses sentimentos podem se alterar.Dos que sofrem desse mal só o tempo cura, rs. Quanto aos egocêntricos, aaaarre! Vão para o inferno!
e tenho dito.
